Roteirizar não é traçar a menor distância entre pontos. É resolver, todos os dias, um problema com dezenas de restrições simultâneas: janelas de entrega, capacidade de veículo, jornada do motorista, perfil de carga, custo por rota e nível de serviço prometido ao cliente.
O primeiro critério para escolher um motor de roteirização é a fidelidade do modelo à sua operação real. Um motor que ignora janela de tempo, restrição de acesso urbano ou tempo de permanência em cliente vai gerar rotas bonitas no mapa e impossíveis na rua.
O segundo critério é o ciclo de replanejamento. Operações last mile mudam depois da saída: cancelamento, insucesso, pedido novo. Se o motor só roda de madrugada, você tem planejamento — não roteirização inteligente.
Modele, no mínimo, estas restrições: capacidade (peso, volume, paletes), janelas de atendimento por cliente, tempo de serviço, jornada e intervalo legal, zonas de risco e regiões de exclusividade por veículo ou parceiro.
Para provar ROI, fixe a linha de base antes de mudar qualquer coisa. Três indicadores bastam para o primeiro trimestre: custo por entrega, entregas por rota e aderência ao SLA. Ganhos típicos de uma operação que sai do roteiro manual: menos quilômetros rodados, mais densidade por rota e queda das reentregas.
Próximo passo: escolha uma praça-piloto, congele o processo por quatro semanas e compare os mesmos indicadores no mesmo período do mês. Sem piloto controlado, qualquer número vira discussão de opinião.
